Autor - Rafael Batista

O Valor do seu Tempo

O Valor do seu Tempo para chegar aos 100 anos de Idade

Você tem um valor exato para o valor do seu tempo? Já parou para pensar nisso quando costuma dar aquela clássica desculpa: Não tenho tempo! Quantas vezes já ouvimos isso, quantas vezes já falamos isso de forma até mecânica. Mas a verdade é que todos temos o mesmo número de horas todos os dias, igual a todas as outras pessoas do mundo. Tempo é o recurso mais igualitário que existe, todos tem exatamente o mesmo. Mas a grande diferença está no que fazemos com ele. O modelo mais comum de remuneração é a troca do tempo por dinheiro, simples assim. Mas quanto vale uma hora da sua vida? Se você ganha R$ 3.000,00 e trabalha 160 horas por mês, que vai dar 20 dias trabalhados a sua hora vale R$ 18,75. Aí quando falamos que não temos tempo para uma série de coisas, é bom lembrar quanto cobramos por nossa hora, por quanto vendemos o nosso tempo. Muitas vezes eu mesmo disse que não tinha tempo para fazer exercícios, que estava cansado, ocupado com algum trabalho ou outra desculpa assim. E em vários casos estava mesmo, vendendo 1 hora por R$ 18,75 ou até menos. E não é só exercícios, alimentação também é outro fator crítico. Para mim comer bem não é caro, só dá mais trabalho. É preciso descascar, picar, cozinhar, estar constantemente comprando alimentos frescos ao invés de comprar em grande quantidade e estocar. E isso custa tempo também. A família também nos cobra, já deixei de ir em eventos familiares por estar vendendo horas. Festas, casamentos, aniversários, entre outras coisas. Não apenas isso, quantas vezes eu estava lá jogado no sofá sem energia nenhuma e minha filha queria brincar. Não tinha forças para brincar com ela e dar atenção, pois já tinha vendido tudo que eu tinha. O valor do seu tempo

O problema é o Modelo

Mas o curioso disso tudo é que percebi que o problema não era eu, não era as necessidades do meu corpo ou da minha família. É o modelo mental em que eu vivia. Como não conhecia outra coisa, entrei neste modelo de venda de tempo. Mas isso não é o único modelo, existem outros. Melhor do que vender o tempo, venda o valor do seu trabalho. O que ele agrega para a vida das pessoas, do seu cliente, para o mundo. E a sacada mais interessante disso é que se você entrega valor mais rápido, melhor ainda, pode cobrar mais por isso. Imagine o seguinte, se você consegue construir uma casa em um ano e cobra X, conseguindo fazer em 6 meses você pode cobrar o dobro, e não a metade. Pois tempo é algo de valor para seu cliente também. Entendendo isso comecei a mostrar o valor do meu trabalho para as pessoas. Ao invés de simplesmente me posicionar como mais um oferecendo fazer uma tarefa por dinheiro. O nosso tempo tem um valor imenso, e deveria ser uma da últimas coisas a se vender. Afinal os cuidados com a nossa saúde física, mental, emocional e financeira não podem ser comprados facilmente. São investimentos de longo prazo que exigem aportes diários para que possamos viver muito em todos os sentidos. Se vendermos nosso tempo de forma leviana é impossível chegar aos 100 anos com saúde.
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4 Saúdes para chegar aos 100 anos

Por que Quatro Saúdes

Você está com câncer. O que médico falou depois de olhar os exames e confirmar o que outros dois médicos já haviam me avisado da possibilidade. Nós pensamos que somos de ferro, até chegar esse momento. Foi assim que comecei a buscar as quatro saúdes Admito que eu era um procrastinador, deixando sempre para outro dia as coisas que não pareciam urgentes agora. A dieta, a academia, aquela visita aos parentes, terminar de ler aquele livro. Priorizava sempre o atendimento a meus clientes, como autônomo dizia para mim mesmo que isso era o meu ganha pão, que eu precisava parar tudo que estava fazendo para ver qual site do cliente estava com problemas. E com a doença tudo ficou em uma nova perspectiva. Todo aquele estresse que eu me sujeitava de repente pareceu irrelevante. E a partir disso decidi que precisava mudar se quisesse sobreviver e me recuperar. Enquanto estava me recuperando da anestesia e beliscando as pernas para ver se sentia alguma coisa passaram pensamentos muito depressivos na minha mente. Ideias sobre fim e morte. Mas eu percebi que não queria morrer, definitivamente não agora. Então precisava sair dessa. No marketing de relacionamento aprendi a traçar metas ousadas, se eu tinha medo de não viver mais um ano, de não chegar aos 37 eu iria virar a mesa, chegaria aos 100 anos de idade. Lembrei de uma palestra que assisti, onde o palestrante disse que sua meta era chegar aos 100 anos correndo maratona. É difícil, mas não é impossível. Comecei a pensar em como fazer isso. Percebi que a minha saúde física era a minha prioridade neste momento, mas bem rápido eu vi que a saúde do corpo está ligada a várias coisas. Mudei a dieta, mais alimentos frescos, e com isso veio a necessidade de tempo para preparar as minhas próprias refeições. Para mim comer bem não é caro, só dá mais trabalho. Beleza, se você não tem alguém para fazer isso por você, vai precisar abrir tempo na agenda. Mas o meu trabalho é vender meu tempo. Sou autônomo e ganho por hora. Então enquanto estou ralando cenoura para a salada, também estou deixando de ganhar o dinheiro para comprar a bendita cenoura. Entendeu meu paradoxo? Sem a saúde do corpo não trabalho, e sem trabalho fico sem dinheiro. Mas sem dinheiro não consigo cuidar da saúde do corpo. E não era só isso, o meu estado emocional também impacta as coisas de forma dramática. Emoções mexem com a química do corpo, os estados de humor e a imunidade são amplamente estudados e documentados pela ciência. Além disso, pessoas desanimadas, deprimidas e estressadas são menos produtivas no trabalho. E a mente então? Eu achava que tinha uma mentalidade forte, até ser posto a prova. Depois de desmoronar algumas vezes percebi que tinha padrões mentais bem fixados que precisava mudar. Por exemplo, quando enfrentava um desafio aquela vozinha falava lá no fundo: É sempre tão difícil para mim! Mas isso não é verdade, percebi que falava isso mentalmente até para tirar o lixo para fora. E essa repetição criou para mim uma visão de que a minha vida era difícil, quando na realidade era só um "eu" que tinha por hábito reclamar das mínimas coisas. Foi assim que percebi que focar em uma coisa só e deixar as outras de lado não funciona para mim. É preciso levar uma série de coisas em paralelo para chegar onde eu quero. Foi assim que cheguei nas quatro saúdes. Preciso cuidar do corpo, mente, emoções e finanças de forma paralela. Essas quatro saúdes se tornaram a base da minha filosofia de vida. Não dá para cuidar de uma agora e das outras depois, pois elas limitam umas as outras. E para alcançar os 100 anos do jeito que eu quero eu preciso subir esses indicadores bem acima do que estão agora. Se olha a natureza percebemos que as coisas são interligadas. Nada existe ou se mantém sozinho. Pois é, mas entre a filosofia e a vida do dia a dia acaba existindo uma lacuna onde precisamos construir pontos para aplicar isso. E foi dessa forma que eu comecei a procurar soluções para melhorar essas quatro saúdes, a física, relacionada ao corpo, o que envolve dieta, exercícios físicos, terapias. E parte mental, que para mim envolve o desenvolvimento intelectual, a mentalidade e as crenças. A emoção, que para pessoas mais racionais como eu é um calcanhar de Aquiles, desenvolver a inteligência e o controle emocional. E por último a financeira, pode parecer fora de contexto aqui, mas quando o dinheiro vai acabando, e gente corta a academia, comida orgânica, suplementos nutricionais, as terapias, deixa os livros e treinamentos de lado e por experiência própria, fica muito mais estressado. Por isso as quatro saúdes. Uma das mudanças de mentalidade mais dramáticas que precisei fazer foi decidir viver pelo menos até os 100 anos. E não de qualquer jeito, quero chegar lá com todas essas saúdes melhores do que as tenho hoje. E para isso preciso trabalhar agora para melhora, e como não quero estar sozinho na minha festa de aniversário, compartilho aqui o que aprendo para que você que está lendo isso esteja lá comigo. E aí, vamos a cem?  
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